O Ibovespa encerrou a quarta-feira (3) em queda de 2,2%, aos 170.331 pontos. O movimento refletiu a continuidade do movimento de correção do índice, em meio à saída de fluxos estrangeiros e à forte abertura da curva de juros no pregão. Na ponta positiva, Copasa (CSMG3, +13,3%) disparou após a Equatorial (EQTL3, +1,9%) apresentar uma nova proposta e vencer a disputa no processo de privatização da companhia. Na ponta negativa, ações sensíveis a juros lideraram as perdas, com Azzas 2154 (AZZA3, -8,5%), Hapvida (HAPV3, -8,3%) e Cosan (CSAN3, -7,7%) entre os destaques de queda, refletindo a abertura da curva de juros.
No cenário internacional, foram divulgados dados dos Estados Unidos que reforçaram o cenário de desaceleração gradual da atividade. O setor privado criou 122 mil vagas em maio (ADP), o ISM de serviços avançou para 54,5 e os pedidos de bens industrializados cresceram 4,8% em abril, todos acima do esperado. Ainda assim, o subíndice de emprego do ISM serviços contraiu pelo terceiro mês consecutivo, e os pedidos de seguro-desemprego atingiram o maior nível desde fevereiro. Na Zona do Euro, os PMIs finais confirmaram contração da atividade em maio, com pressões inflacionárias ao produtor persistentes.
No Brasil, a produção industrial de abril surpreendeu positivamente, com alta de 0,7% na margem e 2,7% em 12 meses, quarto avanço consecutivo. A balança comercial de maio registrou superávit de US$ 7,82 bilhões, acima do esperado. O PMI de serviços de maio recuou para 50,4, ainda em território expansionista. Para o pregão desta sexta-feira (5), o principal destaque da agenda internacional será a divulgação do Payroll de maio nos EUA.