O Ibovespa encerrou o pregão de sexta-feira em alta de 0,74%, aos 174.070. Ultrapar foi o destaque positivo da semana (UGPA, +7,5%), revisões positivas no preço-alvo pelo mercado devido otimismo com margens do setor antes da temporada de resultados do 2T26. Por outro lado, Azzas 2154 (AZZA3, -9,7%) foi o destaque negativo.
No cenário internacional, a OPEP+ anunciou novo aumento de produção de petróleo. Sete integrantes do grupo decidiram elevar a oferta em 188 mil barris por dia a partir de agosto, o quinto aumento mensal consecutivo. Os preços do petróleo retornaram aos patamares anteriores ao início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, no fim de fevereiro, movimento que reflete a normalização gradual do tráfego pelo Estreito de Ormuz e o avanço nas negociações de paz. Nos Estados Unidos tem início hoje, em Washington, a audiência pública do Escritório de Representação Comercial dos EUA sobre a proposta de tarifa adicional de 25% a produtos brasileiros, aberta com base na Seção 301 da legislação americana, que alega práticas “irracionais” ou restritivas nas áreas de comércio digital e meios de pagamento (como o Pix). O governo vê pouca margem para reverter a medida.
No Brasil, a ponta curta da curva de juros fechou em queda, beneficiada por indicadores mais fracos de atividade e mercado de trabalho, que elevaram as apostas em um novo corte da Selic em agosto. Já os vértices intermediários e longos apresentaram maior volatilidade ao longo da semana.
Para essa semana, o destaque ficará para a divulgação da ata da última reunião do FOMC nos Estados Unidos. Na China, os índices de inflação ao produtor e ao consumidor de junho serão publicados. E no Brasil, o principal indicador desta semana será o IPCA de junho.