O mercado financeiro brasileiro registrou desempenho positivo nesta quarta-feira. O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,5%, aos 187.691 pontos, o segundo avanço consecutivo do índice e seu maior nível em mais de dois anos. O movimento foi impulsionado pela melhora global no apetite ao risco e pela recepção positiva de resultados corporativos específicos.
No câmbio, o dólar apresentou leve valorização de 0,17%, cotado a R$ 4,92, embora acumule queda superior a 10% no ano em relação ao real.
No cenário internacional, o destaque principal foi a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Expectativas de acordos diplomáticos e a possibilidade de normalização do tráfego em rotas marítimas estratégicas trouxeram otimismo aos investidores. Como reflexo direto dessa percepção de risco reduzido, o preço do petróleo (tipo Brent) registrou queda acentuada de 7,5%, fixando-se em US$ 101,5 por barril. Essa descompressão nos preços das commodities energéticas também contribuiu para o recuo dos juros futuros e das taxas de títulos governamentais ao redor do mundo.
Entre as lideranças do Brasil e dos Estados Unidos para tratar de temas econômicos e de segurança de interesse mútuo. Enquanto as bolsas europeias operaram em queda, pressionadas justamente pelo setor de energia, os mercados asiáticos apresentaram ganhos expressivos.
Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: +0,5%; HSI: +1,6%). No Japão, o principal índice da bolsa de Tóquio superou marcas históricas, impulsionado pelos setores de tecnologia e financeiro. No plano institucional, as atenções se voltam agora para as agendas de cooperação internacional, com encontros previstos