O Ibovespa fechou em alta de 0,51% ontem, encerrando aos 176.641,10 pontos, impulsionado pelos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que vieram abaixo das projeções do mercado. Entre os destaques, a Brava ON disparou 6,49% em meio à expectativa pela reunião da CVM sobre a OPA da colombiana Ecopetrol. O Itaú Unibanco PN fechou com leve alta de 0,25%. A Petrobras PN terminou estável, após oscilar entre ganhos e perdas ao longo do dia. No lado negativo, Raízen PN caiu 6,06% e São Martinho ON recuou 1,53%.
O CPI norte-americano registrou deflação de 0,4% em junho na comparação com maio — a primeira desde 2020 — e alta de 3,5% em 12 meses. As expectativas eram de queda de 0,1% e avanço de 3,8%, respectivamente. O resultado surpreendeu positivamente e reacendeu o apetite por risco nos mercados globais, além de reduzir as apostas em novos apertos monetários pelo Federal Reserve no curto prazo. O rendimento do título de dez anos do Tesouro dos EUA caiu a 4,5874%, ante 4,61% do dia anterior.
O dólar comercial recuou 1,12%, fechando abaixo de R$ 5,10, enquanto os juros futuros caíram por toda a curva. No cenário geopolítico, as tensões no Oriente Médio continuaram no radar. O Irã disparou mísseis balísticos contra uma base aérea americana na Jordânia e os EUA responderam com ataques de cinco horas a alvos iranianos, em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz.
O petróleo Brent fechou com alta de 1,2%, e o WTI superou os US$ 80 por barril. O presidente Donald Trump inicialmente propôs cobrar uma taxa de 20% sobre o tráfego de cargas no estreito, mas recuou horas depois, afirmando que buscaria acordos de investimento com os países do Golfo Pérsico.
Em Nova York, os índices futuros operaram mistos: Dow Jones caiu 0,27%, S&P 500 recuou 0,05% e Nasdaq subiu 0,47%. O S&P 500 fechou em alta de 0,38%, apoiado pelos balanços positivos dos grandes bancos. As bolsas europeias fecharam em queda, pressionadas pela alta do petróleo e pelos temores de inflação persistente.