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INFORMATIVO | 23 de Julho de 2026

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Tabela de Índices

Os mercados internacionais encerraram a quarta-feira sob cautela, diante do agravamento das tensões no Oriente Médio. Ataques contra petroleiros no Mar Vermelho elevaram o risco de interrupções nas rotas marítimas e impulsionaram o petróleo, que avançou 4,93%, para US$ 95,50 por barril. A alta favoreceu empresas de energia, mas renovou as preocupações com a inflação e a permanência dos juros globais em níveis elevados. Nos Estados Unidos, as taxas dos títulos públicos subiram. Por outro lado, a Câmara aprovou uma extensão temporária do orçamento, reduzindo o risco de paralisação da administração federal. 

Na manhã desta quinta-feira, os índices futuros dos Estados Unidos e as bolsas europeias operaram em queda, pressionados pelo petróleo e pela cautela com os elevados investimentos em inteligência artificial. Os investidores aguardaram a decisão de juros da Zona do Euro e a inflação do Japão. 

No Brasil, o Ibovespa encerrou a quarta-feira em alta de 2,43%, aos 177.548 pontos, interrompendo cinco quedas consecutivas. A valorização alcançou 72 das 78 ações do índice, possivelmente favorecida pela retomada do fluxo estrangeiro. O petróleo sustentou as petroleiras, enquanto um balanço acima das expectativas impulsionou uma ação industrial. Já as ações de telecomunicações recuaram. 

Apesar do avanço da Bolsa, os juros futuros subiram, sobretudo nos prazos intermediários e longos, acompanhando as taxas internacionais e o maior risco geopolítico. O movimento pressionou ativos de renda fixa sensíveis aos juros. No campo comercial, as autoridades brasileiras priorizaram uma solução negociada com os Estados Unidos e anunciaram financiamento àsempresas afetadas pelas novas tarifas, além de medidas de diversificação das exportações. 

Para os RPPS, o cenário recomenda atenção ao petróleo, às tensões comerciais e às taxas de juros, fatores que podem ampliar a volatilidade. Sem indicadores domésticos relevantes, a decisão monetária europeia, a inflação japonesa e as negociações comerciais deverão orientar os mercados no curto prazo. 

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Gustavo Peixoto

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