O mercado financeiro brasileiro apresentou um comportamento de estabilidade na última sessão, com o Ibovespa registrando uma leve variação negativa de 0,05% e encerrando aos 173.205 pontos. Esse movimento foi acompanhado por um volume de negociações reduzido, reflexo do dinamismo contido, típico de dias com eventos de grande apelo popular. No cenário corporativo, o setor petroquímico obteve um desempenho positivo relevante após decisões judiciais favoráveis que suspenderam execuções de dívidas; em contrapartida, o setor de varejo enfrentou pressões vendedoras, mantendo a trajetória de correção iniciada nos últimos dias.
No âmbito macroeconômico nacional, o Relatório Focus indicou ajustes marginais nas expectativas de inflação para os próximos anos, embora a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, tenha permanecido estável em 14,00% para o fim de 2026 e 12,00% para 2027. No campo das contas públicas, o governo central registrou um déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio. Apesar de a arrecadação tributária continuar resiliente, o resultado foi impactado pelo aumento das despesas previdenciárias e por gastos sazonais.
Paralelamente, foi anunciada uma nova etapa do programa governamental de renegociação de dívidas, agora voltada a trabalhadores informais, visando reduzir o endividamento dessa parcela da população por meio de taxas de juros limitadas e do aporte de recursos públicos para viabilizar as operações.
No cenário internacional, o clima foi de moderado otimismo. Os mercados nos Estados Unidos e na Europa operaram em alta, impulsionados pela recuperação das empresas de tecnologia e pelo alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio, após acordos que sinalizaram a reabertura de rotas comerciais estratégicas para o petróleo.
Na Ásia, o desempenho foi misto, com destaque para os investimentos em inteligência artificial que sustentaram as bolsas do Japão e da Coreia do Sul. Por fim, no campo ambiental e energético, observou-se um desafio global com o aumento das emissões de carbono em grandes economias devido ao uso temporário de fontes de energia mais poluentes, além de ajustes nas metas de financiamento para projetos climáticos por parte de instituições financeiras internacionais.