O Ibovespa encerrou ontem em alta de 2,71%, atingindo 187.461,84 pontos. Apesar do avanço, março fechou com recuo de 0,70%, o primeiro mês negativo desde julho de 2025, embora o primeiro trimestre tenha registrado elevação de 16,35%. Esse patamar é o maior desde 2 de março, logo após o início da guerra, representando perda acumulada de cerca de 1,3 mil pontos desde 27 de fevereiro.
Investidores reagiram com otimismo a sinais de possível fim do conflito entre EUA e Irã. Relatos indicam disposição do presidente americano para encerrar ações militares, mesmo com o Estreito de Ormuz parcialmente bloqueado, e do líder iraniano para negociações com garantias. Mercados globais subiram: índices de Nova York avançaram mais de 2% e bolsas europeias também registraram ganhos. No Brasil, o saldo de capital estrangeiro permaneceu positivo em março, apesar do risco global.
O dólar comercial caiu 1,31% para R$ 5,179, influenciado pela PTAX de fim de mês, enquanto juros futuros recuaram ao longo da curva. O petróleo mantém alta: Brent global aproximou-se de US$ 120 por barril e gasolina nos EUA atingiu o pico desde 2022, pressionando o governo americano pré-eleições. Frete aéreo global disparou em março, e perdas no Oriente Médio podem superar US$ 200 bilhões.
No cenário interno, o governo avalia medidas para conter impactos da alta do petróleo na gasolina e inflação. Para o diesel, avança subvenção com adesão de estados; querosene pressiona passagens aéreas. Preços ao produtor recuaram em fevereiro. A Dívida Bruta do Governo Geral subiu para 79,2% do PIB em fevereiro (R$ 10,178 trilhões), e o setor público consolidado registrou superávit primário acumulado de R$ 87,301 bilhões no bimestre.
No Ibovespa, só quatro ações caíram: Petrobras (PETR4 -2,01%, PETR3 -1,35%), PRIO (-8,17%) e MBRF (-3,09%), reagindo à perspectiva de petróleo mais estável. Destaques positivos incluíram Vale e bancos.
Hoje, a agenda traz varejo e emprego nos EUA, desemprego na zona do euro e PMIs industriais, incluindo no Brasil, com expectativa de continuidade no apetite por risco.