O Ibovespa registrou a terceira alta consecutiva, com ganho de 0,26%, fechando em 187.952,91 pontos (alta de 491,07 pontos), após atingir máxima de 189,1 mil pontos no dia. O dólar comercial caiu 0,43%, para R$ 5,157, e os juros futuros (DIs) recuaram em toda a curva.
O otimismo veio de expectativas de que os Estados Unidos buscassem o fim do conflito com o Irã, com menções a um possível cessar-fogo e à reabertura do Estreito de Ormuz. Apesar das divergências entre as partes, os preços do petróleo, acima de US$ 100 tanto no Brent quanto no WTI, caíram no dia, refletindo incertezas persistentes.
Nos Estados Unidos, os principais índices subiram de forma moderada, marcando uma boa abertura do mês e do segundo trimestre. Na Europa, os mercados também avançaram fortemente, mas havia alertas de recessão caso o petróleo ultrapassasse US$ 150, devido à dependência energética da região.
No Brasil, o impacto da guerra elevou custos de insumos importados, como diesel (30% do consumo nacional) e fertilizantes. A Petrobras ajustou o querosene de aviação em 55%, com medidas governamentais para mitigar reajustes em combustíveis. A inflação de custos industriais atingiu o maior nível em 18 meses, embora as exportações tenham ajudado a conter a contração.
No Ibovespa, destaque para altas em Vale (+0,63%), bancos (BB +2,74%, Bradesco +1,36%, Itaú +0,84%, Santander +1,83%), Itaúsa (+1,43%), Embraer (+4,74%) e Gerdau (+3,79%). Quedas em Natura (-0,86%) e Petrobras (-2,67%), seguindo o petróleo.
Hoje, serão divulgados os dados de produção industrial de fevereiro e da balança comercial dos EUA.