Ao longo da semana, os mercados internacionais seguiram influenciados pelas incertezas no Oriente Médio, com investidores reagindo a sinais de uma possível trégua entre Irã e Estados Unidos e à perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz.
Embora esse quadro tenha ajudado a sustentar algum alívio nos ativos de risco, a cautela permaneceu elevada, já que o petróleo continuou próximo de 110 dólares por barril, mantendo no radar riscos de inflação mais alta e de desaceleração do cresInserir Tabela de Índicescimento global.
Nos Estados Unidos, a leitura mais recente do mercado de trabalho mostrou criação de vagas acima do esperado, mas com sinais mistos, reforçando a percepção de perda gradual de fôlego da economia.
Com isso, as atenções se voltaram para os próximos indicadores de inflação e atividade, que devem ajudar a calibrar as expectativas sobre os juros americanos e os fluxos para emergentes.
No ambiente doméstico, o movimento foi favorável aos ativos brasileiros. O Ibovespa encerrou a semana passada com valorização, superando o desempenho das bolsas globais, em um contexto de apetite por risco e recomposição de preços.
Entre os destaques positivos, ações ligadas ao consumo e a movimentos societários ajudaram a sustentar o índice, enquanto empresas do setor de petróleo sofreram com a acomodação do preço da commodity.
Na renda fixa, os juros futuros devolveram parte relevante dos prêmios recentes, acompanhando o alívio externo e a leitura de que um cenário menos adverso pode reduzir parte da pressão sobre os ativos locais.
Ao mesmo tempo, o cenário interno seguiu exigindo atenção, diante das dificuldades do governo para avançar com medidas voltadas a conter a alta de custos do diesel, do gás e do frete, tema com impacto potencial sobre inflação e atividade.
Para os próximos dias, o mercado deve acompanhar a evolução do conflito externo, os dados de inflação nos Estados Unidos e, no Brasil, a divulgação do IPCA e da balança comercial.