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INFORMATIVO | 08 de Julho de 2026

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Tabela de Índices

O Ibovespa encerrou ontem em queda de 0,25%, aos 172.020,68 pontos, influenciado principalmente pela pressão das ações da Vale, enquanto a Petrobras amenizou o declínio com a alta do petróleo no exterior. O volume financeiro somou R$ 20,82 bilhões. 

O mercado brasileiro foi impactado por fatores externos: o setor de tecnologia pressionou Wall Street e os ataques nas proximidades do Estreito de Ormuz elevaram os preços do petróleo. As tensões no Oriente Médio também pressionaram as bolsas de Nova York. O Dow Jones caiu 0,25%, o S&P 500 recuou 0,45% e o Nasdaq fechou em baixa de 1,16%. 

No mercado de petróleo, o WTI para agosto avançou 2,76%, a US$ 70,44 o barril. O Brent para setembro subiu 3,01%, a US$ 74,16 o barril. 

O dólar à vista encerrou em alta de 0,42%, a R$ 5,1539, após a notícia de que os EUA revogaram uma licença que autorizava a venda de petróleo iraniano. No ano, a moeda acumula baixa de 6,10% ante o real. O dólar futuro para agosto subiu 0,52% na B3, a R$ 5,1845. 

Nos destaques do pregão, as ações da Vale (VALE3) recuaram 2,04%, pressionadas pela queda do minério de ferro na China e pela renúncia do presidente do conselho de administração. Na ponta positiva, a Petrobras avançou com a alta do petróleo. A estatal também assinou um termo de conciliação com a ANP para regularizar 335 poços marítimos. 

Entre os bancos, o Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 0,31%. A MRV (MRVE3) fechou em baixa de 3,2%, com o mercado aguardando a prévia operacional da construtora. Na contramão, a SLC Agrícola (SLCE3) subiu 2,81%, ensaiando recuperação após meses de queda. 

O mercado financeiro ainda demanda cautela. O recuo do Ibovespa foi impulsionado principalmente pelo efeito cascata da desvalorização global das ações de tecnologia e pela pressão exercida sobre a Vale. Somam-se a isso as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, a fuga de capital estrangeiro, o ambiente de incertezas eleitorais, a espera pela ata do Federal Reserve e pelo IPCA, fatores que intensificaram a postura defensiva dos investidores. 

A tendência para os próximos dias é de continuação da volatilidade. O foco deve permanecer no gerenciamento de riscos e na movimentação dos grandes investidores diante dos acontecimentos internacionais e dos indicadores econômicos.

Foto de Gustavo Peixoto
Gustavo Peixoto

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