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INFORMATIVO | 09 de Julho de 2026

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Tabela de Índices

O cenário internacional voltou a ser marcado pelo aumento da aversão ao risco, após a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã e a sinalização de novos ataques. O agravamento do conflito reacendeu preocupações com a oferta global de energia e levou o petróleo Brent a se aproximar de US$ 78 por barril, ampliando os receios de novas pressões inflacionárias e de manutenção dos juros elevados por mais tempo nas principais economias. 

Nos Estados Unidos, a ata da última reunião do banco central revelou maior preocupação com a persistência da inflação. Embora os juros tenham sido mantidos entre 3,50% e 3,75% ao ano, alguns dirigentes já identificavam argumentos para uma elevação da taxa, reforçando a cautela sobre os próximos passos da política monetária. No mesmo ambiente, as projeções para a economia mundial foram revisadas, com crescimento global estimado em 3,0% em 2026 e inflação de 4,7%, refletindo os riscos associados ao conflito no Oriente Médio, à fragmentação do comércio e às incertezas ligadas ao setor de tecnologia. 

No Brasil, o aumento da percepção de risco externo pressionou os ativos. O Ibovespa recuou 0,8%, aos 170.653 pontos, apesar da valorização das ações ligadas ao petróleo. No mercado de juros, as taxas futuras avançaram, especialmente nos vencimentos mais longos, diante do receio de que a alta da energia dificulte o processo de desinflação e prolongue um cenário de juros elevados. A Câmara também aprovou crédito extraordinário de R$ 10 bilhões destinado ao subsídio do diesel, medida voltada a reduzir a transmissão do choque internacional de petróleo aos preços domésticos e à atividade econômica. 

Para os RPPS, o cenário reforçou a necessidade de cautela na gestão da carteira, sobretudo diante da maior volatilidade da renda variável e da abertura das taxas de juros. No curto prazo, as atenções permanecem voltadas à evolução do conflito, ao comportamento do petróleo e aos próximos dados de inflação e mercado de trabalho no exterior, fatores que poderão alterar as expectativas para juros e influenciar os mercados brasileiros.

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Gustavo Peixoto

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