Ontem o Ibovespa interrompeu uma sequência de três quedas consecutivas e encerrou com alta de 0,68%, atingindo os 169.813,15 pontos. Apesar da recuperação pontual, o cenário macroeconômico permanece desafiador, com o índice acumulando perdas superiores a 15% desde o recorde histórico de abril.
No cenário internacional, a volatilidade foi impulsionada por tensões geopolíticas. O governo norte-americano atribuiu ao Irã a queda de um helicóptero, sinalizando possíveis retaliações. No entanto, a normalização parcial do fluxo de navios no Estreito de Ormuz aliviou o preço do petróleo, que registrou queda expressiva. Em Nova York, os índices operaram de forma mista, refletindo a cautela dos investidores com o setor de tecnologia e a expectativa pelo IPO da SpaceX.
Na Europa, o encerramento dos mercados também não apresentou uma direção única, enquanto metais como ouro e prata recuaram. No Brasil, o dólar comercial teve uma variação mínima, fechando a R$ 5,17 e os juros futuros apresentaram recuo na maioria dos contratos. Para conter pressões inflacionárias decorrentes do conflito no Oriente Médio, o governo brasileiro estuda aumentar a mistura de etanol na gasolina.
O desempenho positivo do Ibovespa ontem foi garantido, principalmente, pelo setor bancário. Instituições como Itaú Unibanco, Santander e Bradesco registraram ganhos relevantes, compensando as perdas de gigantes como Vale e Petrobras, que foram prejudicadas pela desvalorização das commodities.
Hoje, as atenções se voltam para a divulgação dos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos. O mercado projeta um avanço mensal de 0,5%, o que pode influenciar as expectativas sobre a política monetária global e a manutenção do custo de vida em patamares elevados.