O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 1,7%, aos 171.497 pontos, registrando seu melhor desempenho diário desde 20 de maio. O movimento ganhou força ao longo da tarde após o presidente Donald Trump recuar das ameaças de novos ataques ao Irã e sinalizar um possível acordo para encerrar o conflito, reduzindo a aversão a risco global. Como consequência, o real se valorizou, a curva de juros doméstica fechou e os ativos de risco tiveram um desempenho positivo. Os papéis da Vamos (VAMO3, +6,5%), Direcional (DIRR3, +5,8%) e Cury (CURY3, +5,2%) lideraram os ganhos do índice, impulsionadas pelo fechamento da curva de juros. Já a Natura (NATU3, -2,0%) registrou uma das maiores quedas do índice, em movimento técnico.
No cenário internacional, a sinalização de avanço nas negociações entre EUA e Irã trouxe alívio parcial ao risco geopolítico e pressionou o petróleo para baixo, mas o ceticismo em relação a uma resolução rápida ou definitiva do conflito aumentou, diante da ausência de decisão final por parte de Teerã e do histórico recente de anúncios não concretizados. Ainda assim, o pano de fundo global segue desafiador, com o PPI dos EUA surpreendendo para cima. Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) elevou a taxa de juros de 2,0% para 2,25%, primeiro aumento desde setembro de 2023, em uma tentativa de conter a inflação antes que o choque de energia provocado pela guerra no Irã se espalhe de forma mais ampla pela economia.
No Brasil, tivemos divulgação do PMS (Pesquisa Mensal de Serviço) de Abril, que veio acima do esperado, cresceu 1,2% m/m, enquanto a projeção do mercado era de 0,8%, reforçando a resiliência da atividade no início do segundo trimestre de 2026. Na agenda de hoje, o destaque fica com o IPCA de maio.