Ontem, quarta-feira, 15 de abril de 2026, o Ibovespa encerrou em queda de 0,46%, aos 197.737,61 pontos, após onze sessões consecutivas de alta, com recuo de 919,72 pontos. O dólar comercial caiu 0,03%, cotado a R$ 4,99, enquanto os juros futuros (DIs) terminaram mistos.
O cenário global permanece complexo devido às tensões geopolíticas no Oriente Médio, envolvendo conflitos entre Irã e Estados Unidos, além de Líbano e Israel. Há discussões sobre a extensão do atual cessar-fogo por mais duas semanas, com término previsto para 22 de abril, e negociações mediadas por terceiros, embora sem acordo formal até o momento. Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street fecharam mistos: o Dow Jones em baixa e o S&P 500 renovando máxima histórica acima de 7 mil pontos. O ouro registrou leve queda, e o petróleo subiu marginalmente.
No Brasil, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-10) avançou 2,94% em abril, após queda de 0,24% em março. Seus componentes foram o IPA-10 (preços ao produtor), com alta de 3,81%; o IPC-10 (preços ao consumidor), com 0,88%; e o INCC-10 (custo da construção), com 0,88%. A elevação reflete impactos da guerra no Oriente Médio sobre insumos como derivados de petróleo, ácido sulfúrico e fertilizantes, afetando diversos setores.
Pesquisa recente indica aumento na desaprovação ao governo, de 49% para 52%, com queda na aprovação de 47% para 43%. Os dados do varejo expandiram em fevereiro, mas abaixo das expectativas. O FMIconsidera o Brasil bem posicionado para enfrentar turbulências globais, com projeções fiscais melhoradas quanto ao déficit primário em 2026 e 2027, e redução na dívida pública.
Entre os destaques do Ibovespa, Petrobras (PETR4) caiu 2,07%; Vale (VALE3) subiu 0,16%; bancos apresentaram resultados mistos, com Itaú (ITUB4) em alta de 1,10% e BB (BBAS3) em baixa de 3,86%. Analistas projetam o Ibovespa acima de 250 mil pontos no futuro.