O Ibovespa avançou 0,34% ontem, fechando em 198.657,33 pontos. Esse nível representa o maior fechamento histórico, superando o recorde anterior de 198.000,71 pontos, marcando o quinto consecutivo e o 11º dia de alta seguida, embora ainda abaixo da sequência de 15 em 2025. Durante a sessão matinal, o índice atingiu máxima histórica, alcançando 199.354,81 pontos, aproximando-se dos 200 mil.
O dólar comercial recuou 0,07%, cotado a R$ 4,993, com analistas prevendo potencial para R$ 4,90. Os juros futuros apresentaram queda predominante na curva.
No cenário global, as bolsas europeias subiram com força, alcançando máxima mensal, enquanto Wall Street registrou ganhos moderados. O ouro avançou com dólar enfraquecido e o petróleo caiu amplamente, favorecendo as bolsas.
O conflito no Oriente Médio atingiu ponto crítico, com possibilidades de escalada ou acordo iminente. O tráfego no Estreito de Ormuz prossegue normal, apesar de bloqueios declarados pelos EUA. O Irã estocou petróleo fora do Golfo Pérsico, garantindo suprimento por semanas ou meses, e sinaliza novas negociações com os EUA.
Nos EUA, o PPI de março subiu menos que o previsto, aliviando pressões inflacionárias. No Brasil, o governo adotou medidas contra a alta nos combustíveis e busca autossuficiência em diesel, reduzindo a dependência de 30% em importações. O setor de serviços cresceu 0,1% ante janeiro e 0,5% na comparação anual, abaixo das projeções, sinalizando desaceleração em área-chave para o PIB, em meio a juros elevados.
A Vale subiu 1,08%, apesar da queda no minério de ferro. Os bancos avançaram: BB 2,55%, Bradesco 0,92%, Itaú 1,53% e Santander 0,12%. A Petrobras caiu 3,82%, alinhada à baixa do petróleo.
Hoje saem dados de varejo brasileiro e produção industrial na zona do euro, com foco em avanços diplomáticos entre Líbano-Israel e Irã-EUA.