O Ibovespa encerrou a segunda-feira em alta de 0,34%, aos 198.000 pontos, renovando novamente máximas históricas e se aproximando da marca de 200 mil pontos. O movimento positivo acompanhou o desempenho dos mercados globais (S&P 500, +1,0%; Nasdaq, +1,1%), que avançaram mesmo com o fracasso das negociações entre EUA e Irã no final de semana e o posterior anúncio de um bloqueio dos EUA ao Estreito de Ormuz. Durante o dia, Donald Trump afirmou que o Irã novamente expressou interesse em negociar um acordo.
No mercado internacional, os Estados Unidos iniciaram um bloqueio naval a todos os portos do Irã, após o fracasso das negociações de paz realizadas no Paquistão no último final de semana. O preço do petróleo (Brent) subiu cerca de 4,5% e encerrou a sessão ligeiramente abaixo de US$ 100 por barril. Apesar da escalada, os mercados acionários americanos registraram ganhos moderados, com investidores apostando que as partes ainda encontrarão uma saída negociada dentro do período de cessar-fogo em vigor. Na agenda internacional de hoje, destaque para a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) de março nos Estados Unidos.
No Brasil, a mediana das projeções para o IPCA de 2026 aumentou de 4,36% para 4,71%, conforme divulgado ontem no Boletim Focus do Banco Central. Há quatro semanas, o mercado esperava inflação de 4,10%. Para 2027, as estimativas também foram revisadas para cima, com a mediana avançando de 3,85% para 3,91%. Essa dinâmica reflete, principalmente, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que impulsionaram os preços do petróleo.
Os juros futuros no Brasil tiveram queda nos vértices médios e longos nesta segunda-feira, em uma sessão volátil, mas marcada por algum alívio na aversão ao risco com a continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade de uma nova reunião presencial antes do fim do cessar-fogo.