Informativo Diário
INFORMATIVO | 13 de Abril de 2026

Tabela 13/04/2026
Tabela de Índices

No cenário internacional, os mercados encerraram o período sob maior aversão ao risco, após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã, o que elevou as preocupações com uma interrupção mais prolongada no fornecimento global de energia. Com isso, o petróleo voltou a superar a faixa dos 100 dólares por barril, pressionando os ativos de risco e reforçando a cautela nas principais bolsas.

Nos Estados Unidos, apesar de a inflação ao consumidor ter vindo ligeiramente abaixo do esperado no acumulado em 12 meses, a forte alta dos preços de energia manteve a leitura de que os juros poderão permanecer elevados por mais tempo. Na Europa, o avanço do petróleo pesou especialmente sobre empresas mais sensíveis ao custo de combustíveis, enquanto o setor de energia apresentou desempenho mais favorável. Na Ásia, os mercados tiveram comportamento misto, refletindo a combinação entre tensão geopolítica, volatilidade das commodities e incertezas sobre o ritmo da atividade global.

No Brasil, esse ambiente externo mais sensível conviveu com sinais de resiliência dos ativos locais. O Ibovespa acumulou forte alta na semana, renovou máximas históricas e se aproximou da marca de 200 mil pontos, em movimento favorecido pela melhora do apetite por risco ao longo dos últimos pregões e por notícias corporativas específicas.

Na renda fixa, a curva de juros apresentou comportamento misto: os vencimentos mais curtos subiram levemente, em reação à inflação acima do esperado, enquanto os prazos mais longos recuaram, acompanhando a melhora do humor do mercado doméstico. O IPCA de março avançou acima das projeções, com contribuição relevante dos combustíveis, indicando que os efeitos do encarecimento da energia já começaram a aparecer nos índices de preços.

Ao mesmo tempo, medidas em estudo para estimular crédito, liberar parte de recursos retidos e facilitar a renegociação de dívidas passaram a compor o radar dos investidores, por seus possíveis efeitos sobre consumo, atividade e inflação.

Para os RPPS, o quadro seguiu exigindo atenção redobrada, diante da combinação entre pressão inflacionária, incerteza externa e reprecificação das curvas de juros. Nos próximos dias, os mercados deverão acompanhar novos dados de atividade na China, inflação nas economias centrais e indicadores domésticos de varejo, serviços e atividade, que poderão influenciar as expectativas para juros, câmbio e desempenho dos ativos locais.

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Gustavo Peixoto

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