As bolsas europeias encerraram a quinta-feira (9 de abril) com variações mistas, influenciadas pela fragilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, que elevou os preços do petróleo para próximo de US$ 100 por barril. O FTSE 100, de Londres, recuou 0,05%, para 10.603,48 pontos; o DAX, de Frankfurt, caiu 1,35%, para 23.754,58 pontos; e o CAC 40, de Paris, cedeu 0,22%, para 8.245,80 pontos. Em contrapartida, o FTSE MIB, de Milão, subiu 0,50%, para 47.327,99 pontos; o Ibex 35, de Madri, avançou 0,01%, para 18.080,38 pontos; e o PSI 20, de Lisboa, ganhou 0,37%, para 9.484,93 pontos.
No contexto geopolítico, a Rússia deve dobrar a arrecadação de seu principal imposto sobre o petróleo, alcançando US$ 9 bilhões em abril, beneficiada pela crise energética provocada pelo conflito no Oriente Médio. Paralelamente, a Arábia Saudita registrou perda superior a 500 mil barris diários de produção em razão de ataques, além de uma redução de 700 mil barris no oleoduto Leste-Oeste, ampliando os riscos ao suprimento global de energia.
Em Nova York, as bolsas avançaram pela segunda sessão consecutiva, apesar das tensões envolvendo o cessar-fogo. O Dow Jones subiu 0,58%, para 48.185,80 pontos; o S&P 500 ganhou 0,62%, para 6.824,66 pontos, próximo de sua máxima histórica; e o Nasdaq avançou 0,83%, para 22.822,42 pontos.
No Brasil, o dólar à vista recuou 0,80%, para R$ 5,0626, atingindo o menor patamar desde abril de 2024. As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) apresentaram leves quedas, com o contrato para janeiro de 2028 em 13,395% (-6 pontos-base) e o de janeiro de 2035 em 13,62% (-1 ponto-base), refletindo a melhora do ambiente externo.
Os contratos futuros de petróleo também encerraram em alta. O WTI para maio subiu 3,66%, para US$ 97,87 por barril, enquanto o Brent para junho avançou 1,23%, para US$ 95,92. No índice pan-europeu Stoxx 600, houve recuo de 0,39%, aos 611,12 pontos, pressionado pelo setor de tecnologia, que caiu 1,40%. Em contrapartida, as ações de energia registraram ganhos expressivos, com destaque para BP (+3,18%) e Repsol (+1,42%).