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INFORMATIVO | 16 de Julho de 2026

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Tabela de Índices

No cenário internacional, os mercados refletiram sinais de menor pressão inflacionária nos Estados Unidos e o agravamento das tensões no Oriente Médio. Os preços ao produtor recuaram 0,3% em junho, primeira queda desde agosto de 2025, e ficaram em 5,5% em doze meses, abaixo do esperado. O resultado reduziu as apostas em nova alta dos juros e favoreceu a queda dos rendimentos dos títulos públicos do país. Esse alívio, porém, foi limitado por novos ataques dos Estados Unidos ao Irã e ameaças à navegação no Estreito de Ormuz. O petróleo Brent se aproximou de US$ 86 por barril, podendo renovar pressões sobre a inflação e os juros globais. As bolsas recuaram com perdas no setor de tecnologia. 

A confirmação de uma tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, com início em 22 de julho, ampliou a cautela. Petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram isentos, o que limita o impacto geral sobre a economia. Ainda assim, a medida elevou os riscos para os setores atingidos e pode repercutir no câmbio e na confiança dos investidores. 

No Brasil, o Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 0,4%, aos 176.011 pontos, pressionado pelas novas pesquisas eleitorais e pela expectativa em torno das tarifas. Na renda fixa, os juros futuros tiveram comportamento misto: os vencimentos curtos recuaram levemente com o alívio externo, enquanto os mais longos avançaram diante da cautela com o quadro fiscal. As taxas dos títulos públicos indexados à inflação também recuaram, mas permaneceram elevadas, mantendo as carteiras dos RPPS sensíveis às oscilações de mercado. 

Na atividade econômica, o volume de serviços caiu 0,4% em maio, após crescer 1,1% em abril, mas avançou 0,4% em relação a maio de 2025. O resultado reforçou a expectativa de desaceleração gradual da economia em 2026. Nesta quinta-feira, as atenções estarão voltadas às vendas no varejo e aos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, além dos dados do comércio brasileiro. A evolução do petróleo, das tarifas e dos juros seguirá relevante para os mercados e os investimentos dos RPPS.

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Gustavo Peixoto

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