O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira próximo da estabilidade, com leve queda de 0,1%, aos 168.278 pontos. O mercado repercutiu a decisão e o comunicado do Copom, que foi visto como brando pela maioria dos investidores. Como resultado, os juros futuros de longo prazo abriram e o real se desvalorizou, pressionando as ações brasileiras. Nesse cenário, empresas exportadoras, que se beneficiam da valorização do dólar, avançaram, como WEG (WEGE3, +5,0%) e Suzano (SUZB3, +3,2%). Por outro lado, Braskem (BRKM5, -10,3%) foi o principal destaque negativo da sessão após notícias de dificuldades nas negociações com credores para uma reestruturação extrajudicial da dívida.
No cenário internacional, o cancelamento inesperado da nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã elevou as dúvidas sobre a durabilidade do cessar-fogo recente e mostrou que a distensão no Oriente Médio segue frágil. Embora isso não signifique, por si só, o colapso do acordo, o episódio reforça que o risco geopolítico ainda está longe de resolvido, mantendo no radar a possibilidade de nova pressão sobre o petróleo, inflação global mais alta e maior volatilidade nos mercados. No Reino Unido, o Banco da Inglaterra (BoE) manteve a taxa básica de juros em 3,75%, mas com placar mais duro do que em abril. E nos Estados Unidos foi divulgado os pedidos iniciais de segurodesemprego que recuaram 4 mil na semana encerrada em 13 de junho, para 226 mil.
No Brasil, os juros futuros encerraram a sessão de ontem com comportamento misto, em um movimento de inclinação da curva doméstica diante da repercussão do Copom, a curva de juros DI apresentou abertura nos vértices mais longos, refletindo maior prêmio de risco.