Informativo Diário
INFORMATIVO | 20 de Abril de 2026

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Tabela de Índices

No cenário internacional, os mercados encerraram o período em meio a um novo aumento da cautela. Após um alívio inicial com a sinalização de reabertura do Estreito de Ormuz, a manutenção do bloqueio naval americano aos portos iranianos levou o Irã a voltar atrás e declarar o canal novamente fechado. Esse movimento recolocou o petróleo no centro das atenções, com o Brent retornando para a faixa de US$ 90 por barril, o que elevou a aversão ao risco e pressionou os ativos globais. Nos Estados Unidos, os índices futuros recuaram depois de uma semana forte para as bolsas. Na Europa, as perdas foram mais disseminadas, sobretudo em setores mais sensíveis ao custo de energia, enquanto empresas ligadas à produção de petróleo foram favorecidas. Na Ásia, o desempenho foi misto, com destaque para a China, onde o crescimento de 5,0% no primeiro trimestre reforçou a percepção de resiliência da atividade, embora o banco central tenha mantido os juros inalterados diante do ambiente externo.

No Brasil, a semana passada terminou com acomodação nos juros futuros após dias de forte volatilidade. O recuo das taxas acompanhou a melhora do cenário externo e favoreceu a reavaliação das expectativas para a política monetária, movimento relevante para renda fixa. Na Bolsa, o Ibovespa encerrou a semana com queda de 0,8% em reais e estabilidade em dólares, aos 195.133 pontos. Entre os destaques positivos, avançaram ações mais sensíveis ao fechamento da curva de juros local. Na ponta oposta, empresas ligadas ao petróleo recuaram com mais intensidade, acompanhando a queda acumulada da commodity na semana anterior. Para os RPPS, o quadro seguiu exigindo atenção à combinação entre risco geopolítico, comportamento dos juros e efeitos sobre os preços dos ativos.

Nos próximos dias, o foco deve permanecer sobre indicadores de atividade das principais economias, com destaque para os PMIs preliminares de abril e as vendas no varejo nos Estados Unidos. No Brasil, as estatísticas do setor externo devem ajudar a medir os primeiros impactos da alta do petróleo e dos fretes sobre o balanço de pagamentos.

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Gustavo Peixoto

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