Na segunda-feira, 20 de abril, véspera do feriado de Tiradentes, a Bolsa brasileira registrou alta de 0,20%, fechando em 196.132,06 pontos, após três quedas consecutivas. O dólar comercial recuou 0,18%, para R$ 4,974, em meio a oscilações intensas, enquanto os juros futuros (DIs) encerraram mistos.
Os mercados globais enfrentaram renovadas tensões geopolíticas no Oriente Médio, com o fim iminente do cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã. O presidente americano considerou improvável a prorrogação sem acordo concreto. Ações militares americanas no Golfo de Omã provocaram retaliação iraniana, com interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz após apreensão de um navio. Ainda assim, uma delegação dos EUA segue para o Paquistão para diálogos no prazo final, e o Irã demonstrou interesse em negociações, enquanto Israel avança no sul do Líbano.
Wall Street fechou em baixa leve, corrigindo máximas recentes, com ouro em queda apesar das incertezas e petróleo em alta nas principais cotações. Índices europeus também caíram. Analistas veem o conflito com o Irã como superado pelo mercado, prevendo continuidade da alta no S&P 500 impulsionada por lucros e expansão de valuations.
No Brasil, o presidente Lula prosseguiu turnê europeia, visitando a Alemanha, onde o chanceler Friedrich Merz defendeu ratificação rápida do acordo Mercosul-Mercosul para reduzir dependência de parceiros instáveis como os EUA. O Boletim Focus registrou piora nas projeções para 2026, com inflação e Selic em alta, dólar revisado para baixo e PIB estável. O volume negociado na B3 manteve-se próximo à média anterior.
A Petrobras (PETR4) liderou com +1,73%, beneficiada pelo petróleo. A Vale (VALE3) caiu 1,14% contra o minério. Bancos recuaram, e o varejo encerrou misto.
Hoje se aproxima um novo ciclo de tensões regionais, mantendo os mercados em alerta constante.