Ontem, o Banco Central anunciou que realizará dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra, totalizando até US$ 1 bilhão. A medida visa renovar contratos que vencem no dia 2 de junho.
O Ibovespa fechou o pregão em leve alta de 0,17%, aos 177.649 pontos. O volume financeiro somou R$ 23,77 bilhões. A bolsa começou o dia pressionada pelo cenário externo negativo, com alta do petróleo e dos juros dos títulos americanos, em meio a incertezas sobre as negociações para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York fecharam em alta, com o Dow Jones renovando recorde de fechamento ao subir 0,55%. O S&P 500 avançou 0,17% e o Nasdaq teve alta de 0,09%. O mercado repercutiu os balanços corporativos e as notícias de que EUA e Irã teriam alcançado uma versão preliminar de acordo mediado pelo Paquistão.
No mercado de juros brasileiro, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) caíram no período da tarde, acompanhando a queda dos rendimentos dos títulos americanos, também por conta dos rumores de um possível acordo de paz. O DI para janeiro de 2028 encerrou em 13,805% e o DI para janeiro de 2035 ficou em 14,13%.
O petróleo fechou em queda após operar com volatilidade, com o barril do tipo Brent recuando 2,32%, para US$ 102,58. A baixa foi impulsionada pelos avanços diplomáticos entre EUA e Irã, que podem levar à reabertura do Estreito de Ormuz.
O dólar comercial encerrou o dia praticamente estável, com leve queda, cotado a R$ 5. A moeda perdeu força no início da tarde com a melhora do apetite por risco nos mercados globais.
O ouro fechou em alta, influenciado pelos sinais de um tom mais moderado na ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e pelas incertezas geopolíticas.
Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em queda, pressionadas pela volatilidade do petróleo e por indicadores econômicos fracos na região.