Na última quinta-feira (23), foi marcado por um clima de cautela global e por ajustes no mercado doméstico. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou queda de 0,78%, encerrando aos 191.378 pontos. Este foi o menor nível de fechamento desde o início de abril, acumulando uma perda de 2,23% na semana. A desvalorização foi generalizada entre as grandes empresas, com exceção da Petrobras, que subiu mais de 1% acompanhando a valorização internacional do petróleo.
O dólar à vista apresentou alta de 0,62%, fechando cotado a R$ 5,0046. Esta foi a primeira vez, desde 10 de abril, que a moeda americana encerrou o dia acima do patamar de R$ 5,00. Em resposta a essa movimentação e visando garantir a liquidez do mercado, o Banco Central anunciou para a manhã desta sexta-feira (24) dois leilões simultâneos: uma venda à vista de US$ 1 bilhão das reservas internacionais e um leilão de swap cambial reverso.
No mercado de juros, as taxas dos DIs subiram de forma expressiva, com o vencimento para 2028 atingindo 13,685%, refletindo o aumento na percepção de risco.
No exterior, as bolsas de Nova York e da Europa fecharam majoritariamente em baixa. O movimento foi influenciado por dados fracos de atividade econômica na Zona do Euro e por uma revisão negativa nas projeções de crescimento da Alemanha. Enquanto isso, o petróleo registrou sua quarta alta consecutiva, com o tipo WTI subindo 3,11% e fechando a US$ 95,85 o barril. O principal motivo para essa escalada é o prolongamento das tensões no Oriente Médio, que afeta o tráfego marítimo em rotas comerciais estratégicas, como o Estreito de Ormuz.