Informativo Diário
INFORMATIVO | 27 de Abril de 2026

Tabela
Tabela de Índices

Os mercados internacionais iniciaram a semana influenciados pela tensão entre Estados Unidos e Irã e por seus efeitos sobre o petróleo. As negociações para reabertura do Estreito de Ormuz terminaram sem avanços concretos, embora uma proposta tenha sido apresentada por mediadores. A indefinição manteve elevada a percepção de risco, sobretudo após o Brent encerrar a semana passada próximo de US$ 105 por barril. Esse movimento reforçou preocupações com a inflação global, pois energia mais cara tende a pressionar custos e preços.

Nesse ambiente, os mercados acionários tiveram desempenho misto. Nos Estados Unidos, os índices futuros oscilaram sem direção única, diante da cautela antes das decisões de juros e de resultados de grandes empresas de tecnologia. Na Europa, as bolsas avançaram moderadamente, sustentadas pelo setor de energia. Na Ásia, houve maior resiliência em alguns mercados, com novas máximas no Japão e na Coreia do Sul, enquanto os índices chineses ficaram próximos da estabilidade. O cenário externo combinou atividade resistente, risco geopolítico elevado e possibilidade de inflação mais persistente.

No Brasil, o Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 2,8% em reais e 3,1% em dólares, aos 190.745 pontos. O resultado refletiu a piora do apetite por risco e a abertura da curva de juros, que pressionou empresas mais sensíveis ao ciclo econômico e ao crédito. Na renda fixa, os juros futuros avançaram com o aumento dos prêmios de risco e das expectativas de inflação. Esse ambiente menos favorável para ativos de risco exige atenção à marcação a mercado nas carteiras dos RPPS.

Nos próximos dias, o foco estará nas decisões de juros nos Estados Unidos, Zona do Euro, Reino Unido e Japão, além do PIB americano e do índice de preços PCE. No Brasil, a atenção se voltará ao Copom, com expectativa predominante de corte de 0,25 p.p. na Selic, para 14,50% ao ano, além do IPCA-15, da Pnad Contínua, do Caged e dos dados fiscais e de crédito. Esses indicadores ajudarão a calibrar as expectativas para inflação, juros e alocação em renda fixa e renda variável.

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Gustavo Peixoto

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