O cenário internacional apresentou viés mais favorável para os ativos de risco, apoiado pelo recuo do petróleo e pela queda dos juros americanos. A commodity voltou a operar abaixo de US$ 75 por barril, refletindo o avanço das negociações no Oriente Médio e reduzindo preocupações com inflação global. Esse movimento favoreceu o fechamento das taxas nos Estados Unidos, o que tende a melhorar o apetite por mercados emergentes. Ainda assim, os dados reforçaram sinais de moderação na economia americana, com queda nas vendas de moradias novas e ampliação do déficit em conta corrente. Nas bolsas globais, o setor de tecnologia foi o destaque positivo, impulsionado pelo otimismo com semicondutores e inteligência artificial.
No Brasil, o Ibovespa encerrou o pregão anterior em queda de 0,4%, aos 170.507 pontos, interrompendo três altas consecutivas. A baixa foi influenciada pela queda das commodities, que pressionou os setores de petróleo, mineração e siderurgia. Em sentido oposto, parte do varejo apresentou recuperação, limitando as perdas do índice. Para os RPPS, o movimento reforça a importância da diversificação e da cautela na renda variável, que pode oscilar diante de fatores externos e mudanças no humor global.
Na renda fixa, a curva de juros futuros apresentou forte fechamento, acompanhando o recuo do petróleo e a queda das taxas no exterior. As reduções foram mais intensas nos vencimentos intermediários e longos, o que tende a favorecer a marcação a mercado de ativos prefixados e indexados à inflação. As NTN-Bs permaneceram estáveis, ainda em níveis atrativos para carteiras previdenciárias que buscam aderência à meta atuarial, desde que observados prazo, liquidez e tolerância a oscilações. O câmbio seguiu como ponto de atenção por seus reflexos sobre a inflação.
A agenda do dia concentra indicadores relevantes. No exterior, os mercados acompanham dados do PIB e da inflação americana. No Brasil, os destaques são o IPCA-15 de junho e o Relatório de Política Monetária do Banco Central, que podem ajudar a calibrar as expectativas para Selic, inflação e alocação dos RPPS.