O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 0,9%, aos 171.990 pontos, impulsionado principalmente pela divulgação do IPCA-15 de junho, que veio abaixo das expectativas do mercado. Como resultado, a curva de juros fechou, beneficiando especialmente as ações cíclicas. A MRV (MRVE3, +3,8%) foi um dos destaques positivos do dia, beneficiada pela queda da curva de juros. Na ponta negativa, Braskem (BRKM5, -10,1%) foi novamente o principal destaque após protocolar um pedido de tutela cautelar para proteger as negociações com credores, aumentando as preocupações em torno de sua reestruturação financeira.
No cenário internacional, foi divulgado nos Estados Unidos o PCE (Despesas de Consumo Pessoal), que é o principal indicador de inflação do Banco Central Americano, que ficou em 4,1% em termos anuais em maio. Foi a leitura mais alta desde abril de 2023, ainda que em linha com as expectativas. O núcleo do deflator, que exclui alimentos e energia, avançou 3,4% ao ano, acima da previsão de 3,3% e da meta de 2,0%. Os dados reforçam um cenário de atividade sólida e inflação acima da meta, mantendo o Fed com viés restritivo pelo restante de 2026.
No Brasil, foi divulgado o IPCA-15, que veio um pouco abaixo do esperado, embora se mantendo acima da meta de 3.0%. O resultado apresentou uma composição marginalmente melhor na margem, embora as medidas de núcleo ainda operem em níveis elevados. O Banco Central (BCB) divulgou seu Relatório de Política Monetária. As projeções de inflação no cenário de referência foram revisadas para cima: a previsão para o IPCA de 2026 subiu para 5,2%, enquanto a estimativa para o horizonte relevante atual avançou de 3,5% para 3,7%.