As bolsas americanas encerraram o pregão de quinta-feira em alta e renovaram recordes históricos, em uma sessão marcada pela volatilidade gerada pelas negociações entre os Estados Unidos e o Irã sobre um possível cessar-fogo no Oriente Médio. O índice de inflação PCE nos EUA veio abaixo das expectativas do mercado, o que também contribuiu para aliviar as tensões. O Dow Jones subiu 0,05%, o S&P 500 avançou 0,58% e o Nasdaq teve alta de 0,91%, todos alcançando máximas históricas de fechamento.
No Brasil, o Ibovespa fechou com leve queda de 0,39%, influenciado pelo noticiário geopolítico e por uma agenda carregada de indicadores econômicos. As ações da Petrobras estiveram entre as principais pressões negativas, mesmo após o anúncio de reajuste de aproximadamente 19% no preço da gasolina — aumento que será parcialmente compensado por um subsídio governamental aos distribuidores.
As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) operaram com volatilidade ao longo do dia. Chegaram a recuar após notícias de um possível memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã para estender o cessar-fogo por 60 dias. No fechamento, o DI para janeiro de 2028 ficou em 13,83% e o DI para janeiro de 2035, em 14,025%.
O dólar à vista recuou 0,57% frente ao real, cotado a R$ 5,0331, acumulando queda de 8,35% no ano.
No mercado de commodities, os contratos futuros de petróleo registraram leves altas: o Brent para agosto avançou 0,49%, a US$ 92,70 o barril.
Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa, com os investidores avaliando o acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irã e acompanhando a ata da última reunião do Banco Central Europeu.
Nos Estados Unidos, um dirigente do Federal Reserve afirmou que a política monetária está adequada ao cenário atual e que a inflação deve permanecer elevada no curto prazo, com arrefecimento esperado apenas para o final do ano.