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INFORMATIVO | 30 de Abril de 2026

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Tabela de Índices

O Ibovespa encerrou o pregão de ontem com uma forte correção negativa de 2,05%, aos 184.750,42 pontos, marcando a sexta queda consecutiva e revertendo os ganhos acumulados no mês. O movimento foi desencadeado pela combinação de uma “Super Quarta” tensa e a recepção negativa dos resultados corporativos de grandes companhias. A aversão ao risco global foi intensificada por novas declarações do presidente americano Donald Trump, que elevaram as tensões no Golfo Pérsico e impactaram diretamente os ativos emergentes.

O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros americana no intervalo entre 3,50% e 3,75%, sinalizando que a inflação persistente e os riscos geopolíticos impedem cortes no curto prazo. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, em uma decisão que dividiu o mercado. Enquanto alguns analistas viram o corte como um esforço para sustentar a atividade econômica, outros alertam para o risco inflacionário diante da disparada das commodities energéticas.

O dólar comercial avançou 0,39%, fechando a R$ 5,0021, retornando ao patamar psicológico de R$ 5,00 em meio à busca por proteção. Os juros futuros (DIs) dispararam em toda a curva, refletindo o ajuste das expectativas de inflação e o cenário fiscal desafiador. O petróleo foi o grande protagonista do dia: o barril do tipo Brent disparou 6,1%, atingindo US$ 118,03, enquanto o WTI saltou 6,95%, para US$ 106,88, o maior nível em anos, impulsionado por temores de interrupção na oferta global.

No Brasil, o governo federal monitora de perto o impacto da alta do petróleo nos preços internos, com analistas projetando que o IPCA possa atingir 5,5% ao final de 2026. A Pnad Contínua divulgada recentemente aponta para um mercado de trabalho resiliente, mas a pressão nos custos de energia e transportes continua sendo o principal desafio para a convergência da inflação. A dívida pública federal também permanece no radar, com o Tesouro Nacional enfrentando condições de mercado mais restritivas para o refinanciamento.

Entre as ações, a Vale (VALE3) foi o principal destaque negativo, desabando 5,87% e fechando a R$ 80,00 após divulgar um lucro líquido de US$ 1,9 bilhão no 1T26, resultado que veio abaixo das expectativas de analistas e pesou sobre o índice. Já a Petrobras (PETR4) registrou alta de 2,93%, cotada a R$ 48,96, sustentada pela disparada do petróleo, apesar das incertezas sobre a política de preços. Os grandes bancos, como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), fecharam em queda, acompanhando a correção generalizada do Ibovespa.

Hoje, o mercado aguarda a divulgação do relatório de produção e vendas da Petrobras e novos dados sobre o mercado de trabalho. A cautela deve prevalecer enquanto os investidores digerem as sinalizações do Fed e do Copom, monitorando qualquer escalada adicional no cenário geopolítico que possa pressionar ainda mais os preços da energia.

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Gustavo Peixoto

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