O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 0,5%, aos 176.724 pontos, devolvendo parte dos ganhos da sessão anterior. O movimento foi pressionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que causou uma abertura da curva de juros, pressionando as ações brasileiras, especialmente os papéis domésticos e sensíveis a juros. Na ponta positiva, as ações da Petrobras (PETR3, +1,7%), Vibra (VBBR3, +1,8%) e Ultrapar (UGPA3, +1,7%) avançaram, acompanhando a valorização dos preços do Brent. Na ponta negativa, Assaí (ASAI3, -4,5%) esteve entre as maiores quedas do índice, refletindo o movimento de aversão ao risco que pressionou as ações ligadas ao consumo doméstico.
No cenário internacional, a escalada dos riscos no Oriente Médio manteve pressionadas as principais rotas de transporte de petróleo, levando o preço da commodity ao maior patamar desde maio, ontem o petróleo encerrou o dia cotado a 101 dólares por barril. Ao mesmo tempo, os PMIs Flash indicaram retomada da atividade na Zona do Euro e no Reino Unido em julho, enquanto a desaceleração das pressões de custos pode aliviar parte das preocupações inflacionárias na Europa. O Banco Central Europeu manteve a taxa de juros em 2,25%, conforme esperado, mas reiterou que continuará monitorando os impactos da alta dos preços de energia sobre a inflação.
No Brasil, a curva de juros encerrou a quinta-feira (23) em alta, principalmente nos vértices intermediários, acompanhando a deterioração do cenário externo e a redução das apostas de cortes adicionais da Selic após agosto. O movimento refletiu o aumento da aversão ao risco global diante da escalada das tensões no Oriente Médio, que impulsionou o petróleo para a região de US$ 100 por barril e elevou as preocupações com a inflação global.